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sábado, 29 de setembro de 2012

Mais travessias...

Foto: Mais travessias...

Amo todas as minhas mortes.
Esse instante, privilegiado, em que o silêncio
Sabe o que fazer com as sombras...

Para mim a vida é isso:
Juntar letras numa palavra que se diz corpo.

Certamente, hoje escuto palavras
Que um dia foram minhas.

E o final?
Ah... O final eu não conto.
Você não acreditaria...!

(©By Adilson S. Silva)

Amo todas as minhas mortes.
Esse instante, privilegiado, em que o silêncio
Sabe o que fazer com as sombras...

Para mim a vida é isso:
Juntar letras numa palavra que se diz corpo.

Certamente, hoje escuto palavras
Que um dia foram minhas.

E o final?
Ah... O final eu não conto.
Você não acreditaria...!

(©By Adilson S. Silva)

Mais ainda, o amor...

Foto: Mais ainda, o amor...

O amor é sério.
Amar é saber esperar e,
O argumento termina aqui…

Mas, é bom amar
E acordar com um poema nos olhos,
Mesmo que, estando só, o frio te envolvas.

Um poema que, tu respires e,
Ilumine teus olhos no espelho,
Dando-lhes um corpo.

Então,
A tua voz será um não dizer,
Pois as palavras dizem tão pouco!

(©By Adilson S. Silva)
O amor é sério.
Amar é saber esperar e,
O argumento termina aqui…

Mas, é bom amar
E acordar com um poema nos olhos,
Mesmo que, estando só, o frio te envolvas.

Um poema que, tu respires e,
Ilumine teus olhos no espelho,
Dando-lhes um corpo.

Então,
A tua voz será um não dizer,
Pois as palavras dizem tão pouco!

(©By Adilson S. Silva)

Simplesmente amor...

Foto: Simplesmente amor...
http://www.youtube.com/watch?v=Iu3fGsRZjpQ

É dorido passar por esta vida,
Procurando um amor num rosto
Que não se encontra...

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...

É abismal crer 
Que tudo que foi dito sobre a alma era mentira,
E, que o amor foi-se, nesse rosto que não se encontra.

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...
É simplesmente amor...

(©By Adilson S. Silva)
É dorido passar por esta vida,
Procurando um amor num rosto
Que não se encontra...

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...

É abismal crer
Que tudo que foi dito sobre a alma era mentira,
E, que o amor foi-se, nesse rosto que não se encontra.

O que há por trás dos teus olhos?
O que é essencial não tem palavras...
É simplesmente amor...

(©By Adilson S. Silva)

Autrement ...

Foto: Autrement ... 

Escuto palavras que não têm sentido,
Por isso escrevo para o silêncio...
Minhas mãos são as únicas que sabem a verdade...

Às vezes, tristezas iluminam os espelhos,
Se acumulam nas paredes... E, todas as vozes são inúteis,
Quando o corpo é um estorvo para as palavras...

Ao não dar-se conta de que o que não está,
Se perdeu...

E tudo é absurdo.
A realidade é absurda;
E o amor, uma entrega desenfreadamente absurda...

(©By Adilson S. Silva)
Escuto palavras que não têm sentido,
Por isso escrevo para o silêncio...
Minhas mãos são as únicas que sabem a verdade...

Às vezes, tristezas iluminam os espelhos,
Se acumulam nas paredes... E, todas as vozes são inúteis,
Quando o corpo é um estorvo para as palavras...

Ao não dar-se conta de que o que não está,
Se perdeu...

E tudo é absurdo.
A realidade é absurda;
E o amor, uma entrega desenfreadamente absurda...

(©By Adilson S. Silva)

sábado, 22 de setembro de 2012

Cais...

Foto: Cais...

Eu corsário, não me entrego ao mar, 
Mas o respeito. Com todo o amor do mundo,
Resisto…

Velejo minhas tormentas,
Preso ao mastro do navio e,
Nas calmarias, sou pássaro,
Invento um vento para voar.

Subitamente,
Meus olhos pintam palavras,
Que me chegam em versos,
Quando avisto os meus cais.

(©By Adilson S. Silva)

Eu corsário, não me entrego ao mar,
Mas o respeito. Com todo o amor do mundo,
Resisto…

Velejo minhas tormentas,
Preso ao mastro do navio e,
Nas calmarias, sou pássaro,
Invento um vento para voar.

Subitamente,
Meus olhos pintam palavras,
Que me chegam em versos,
Quando avisto os meus cais.

(©By Adilson S. Silva)

Outra vez, saudade...


Foto: Série: Poemas perdidos III
http://www.youtube.com/watch?v=UbPbeXl3wMc

Outra vez, saudade...

Os sonhos são infinitos
E os paraísos imaginários,
Tal como a fumaça desse cigarro,
Que acendo e apago...

Vez ou outra, a nostalgia
Visita meu passado, cheio de sombras,
Morto... Como um não querer sair,
Mas não sair é tão torto...

A saudade enche meu corpo de poesia,
Que o poema devora em metáforas,
Sem saber o que fazer...
Sintomas de saudade...
...e o amor que fica!

(©By Adilson S. Silva)

Série: Poemas perdidos III

Outra vez, saudade...

Os sonhos são infinitos
E os paraísos imaginários,
Tal como a fumaça desse cigarro,
Que acendo e apago...

Vez ou outra, a nostalgia
Visita meu passado, cheio de sombras,
Morto... Como um não querer sair,
Mas não sair é tão torto...

A saudade enche meu corpo de poesia,
Que o poema devora em metáforas,
Sem saber o que fazer...
Sintomas de saudade...
...e o amor que fica!

(©By Adilson S. Silva)

(...)

Foto: (...)

O silencio…
Sinal de um lugar que vai chegando,
Dúvida imortal frente ao vazio que somos...

De onde vem o espaço para a palavra,
Que seja capaz de lhe dar vida ou tira-la?

Nos emudecemos,
Não por falta de coisas para dizer,
Mas percorrendo veredas opostas...

Ao acaso,
O poema escorre de mim,
Num encontro de sons e signos arbitrários,
Que vão se perdendo...

Mesmo que palavras cheguem ao poema,
O poema é sempre uma outra coisa,
Que estou longe de saber...

Então durmo e me esqueço,
Que o mundo prossegue
Com seus ruídos e movimentos...
O silencio…
Sinal de um lugar que vai chegando,
Dúvida imortal frente ao vazio que somos...

De onde vem o espaço para a palavra,
Que seja capaz de lhe dar vida ou tira-la?

Nos emudecemos,
Não por falta de coisas para dizer,
Mas percorrendo veredas opostas...

Ao acaso,
O poema escorre de mim,
Num encontro de sons e signos arbitrários,
Que vão se perdendo...

Mesmo que palavras cheguem ao poema,
O poema é sempre uma outra coisa,
Que estou longe de saber...

Então durmo e me esqueço,
Que o mundo prossegue
Com seus ruídos e movimentos...

Acasos...

Foto: Acasos...

(Cenas da vida cotidiana)

O amor é extravagante e inesperado...
É cama desarrumada como imagem para poema
Ou um beijo esquecido, feito desejo,
Que se descobre pelo caminho...
 
Ou ainda... Talvez,
Um encontro de pés por baixo da mesa...

(©By Adilson S. Silva)
(Cenas da vida cotidiana)

O amor é extravagante e inesperado...
É cama desarrumada como imagem para poema
Ou um beijo esquecido, feito desejo,
Que se descobre pelo caminho...

Ou ainda... Talvez,
Um encontro de pés por baixo da mesa...

(©By Adilson S. Silva)

Porque hoje é sábado...


(Para minha mulher...que nunca me deixou sem um beijo)

Amanhece sem pressa e eu te vejo dormindo.
Tua voz amanhecida repete os últimos versos,
De um poema que recitei ao teu ouvido:
“eu te amo”.

Fechos os olhos e te pinto em um retrato,
Que nenhum outro verá... Doce e branco,
Como a paz que sinto,
Quando aproximo meus lábios dos teus,

Um beijo, doce e picante,
Nas diferentes áreas da língua...
E voamos,
Nada mais...

(©By Adilson S. Silva)

Invernos y bocas...

Foto: Invernos y bocas...

Ainda escrevo sobre esses invernos
Que habitam minha cama...

Busco nas bordas de tua boca,
Um ponto de calor, em meio a tantos invernos.

Ignoro a distância entre lábios
E de olhos abertos, como felino, salto.

Teus lábios amortecem a minha queda...

(©By Adilson S. Silva)
Ainda escrevo sobre esses invernos
Que habitam minha cama...

Busco nas bordas de tua boca,
Um ponto de calor, em meio a tantos invernos.

Ignoro a distância entre lábios
E de olhos abertos, como felino, salto.

Teus lábios amortecem a minha queda...

(©By Adilson S. Silva)

Das palavras...


(Que não são ditas)

Sinto os detalhes das palavras
Das tuas mãos, quando tocas o meu rosto...

Nesse instante,
Poderias navegar pelo sangue de minhas veias,
Ou deslizar pelas ondas do pulsar de meu coração...

A brisa ardente do ar que tu respiras
E, os silêncios que murmuras,
Pedem um beijo...

... Companhia para a solidão da tua boca!

(©By Adilson S. Silva)

Esses versos...Tua pele

Foto: Esses versos...Tua pele

A tarde traz de súbito,
Um sabor doce de tua pele
E, ordena todas as luas 
Que povoarão nossa noite...

O ar que respiro cheio de ti,
Já são nuvens de um outro céu,
De uma outra noite,

Para onde te levo,
Ainda que não venhas...

A tarde traz de súbito
A tua pele que me falta...

(©By Adilson S. Silva)

A tarde traz de súbito,
Um sabor doce de tua pele
E, ordena todas as luas
Que povoarão nossa noite...

O ar que respiro cheio de ti,
Já são nuvens de um outro céu,
De uma outra noite,

Para onde te levo,
Ainda que não venhas...

A tarde traz de súbito
A tua pele que me falta...

(©By Adilson S. Silva)

Queda Livre...

Foto: Queda Livre...

Desesperadamente tento decifrar
O incomensurável mar,
Por onde navegam teus sonhos...

Então escrevo um poema,
Para transcender os limites, criando imagens,
Que descrevam teu corpo em queda livre...

Navegas ar e mar.
Amo a imprecisão do teu navegar,
Até tocares o chão com teus pés...

Anunciando outro devir...
Onde espero ancorar-te nos meus braços...
Sabendo o que fazer com isso!

(©By Adilson S. Silva)

Desesperadamente tento decifrar
O incomensurável mar,
Por onde navegam teus sonhos...

Então escrevo um poema,
Para transcender os limites, criando imagens,
Que descrevam teu corpo em queda livre...

Navegas ar e mar.
Amo a imprecisão do teu navegar,
Até tocares o chão com teus pés...

Anunciando outro devir...
Onde espero ancorar-te nos meus braços...
Sabendo o que fazer com isso!

(©By Adilson S. Silva)

Versos mais uma vez...

Foto: Versos mais uma vez...

O que é permanente na mudança: O caos.
Por isso morremos e nascemos e,
O acaso nos trará uma palavra nova...

Alí, onde é da ordem do acaso, intraduzível,
Faz o amor surgir no infinito dos teus olhos,
Desvelando o mistério de todas as luas,
Na cumplicidade de todas as noites...

Somos o silêncio na horizontalidade
De uma cama ausente,
Buscando aquilo que não existe:
Por isso nos amamos...

 (©By Adilson S. Silva)
O que é permanente na mudança: O caos.
Por isso morremos e nascemos e,
O acaso nos trará uma palavra nova...

Alí, onde é da ordem do acaso, intraduzível,
Faz o amor surgir no infinito dos teus olhos,
Desvelando o mistério de todas as luas,
Na cumplicidade de todas as noites...

Somos o silêncio na horizontalidade
De uma cama ausente,
Buscando aquilo que não existe:
Por isso nos amamos...

(©By Adilson S. Silva)

“te amo!”

Foto: “te amo!”

Vieste  de outra boca sabor amargo,
Sentindo mais medo que frio…
Sem conhecer o enigma do beijo.

O beijo faz com que tudo aconteça.
Ao se deixar beijar, algo nos falta:

O ar
E, mais uma palavra;
“te amo!”

(©By Adilson S. Silva)
Vieste de outra boca sabor amargo,
Sentindo mais medo que frio…
Sem conhecer o enigma do beijo.

O beijo faz com que tudo aconteça.
Ao se deixar beijar, algo nos falta:

O ar
E, mais uma palavra;
“te amo!”

(©By Adilson S. Silva)

Jogos de sombras…

Foto: Jogos de sombras…

O amor não dorme...
Cabe no espaço que resta
De um corpo ausente e,
Me é difícil falar daquilo que não está.

Então,
De olhos fechados
Desenho bocas para beijar e,
Semeio estrelas no escuro desse quarto...

O corpo que habito,
Por um momento, cavalgará teu corpo
Num incansável jogo de sombras...

(©By Adilson S. Silva)
O amor não dorme...
Cabe no espaço que resta
De um corpo ausente e,
Me é difícil falar daquilo que não está.

Então,
De olhos fechados
Desenho bocas para beijar e,
Semeio estrelas no escuro desse quarto...

O corpo que habito,
Por um momento, cavalgará teu corpo
Num incansável jogo de sombras...

(©By Adilson S. Silva)

La Pasión

Foto: Série: poemas perdidos III

La Pasión

É preciso uma ausência, para sentir
A falta de uma boca no inverno...
Nessas longas horas de solidão de uma noite,

É preciso a solidão entre paredes,
Para perceber o silêncio das coisas simples...
Habitando minhas manias...

Então,
À beira do abismo, antes do salto, paro,
Meço a extensão da paixão

E, projeto uma catapulta, que num salto
Me leve até você...

(©By Adilson S. Silva)
 Série: poemas perdidos III

É preciso uma ausência, para sentir
A falta de uma boca no inverno...
Nessas longas horas de solidão de uma noite,

É preciso a solidão entre paredes,
Para perceber o silêncio das coisas simples...
Habitando minhas manias...

Então,
À beira do abismo, antes do salto, paro,
Meço a extensão da paixão

E, projeto uma catapulta, que num salto
Me leve até você...

(©By Adilson S. Silva)

Talvez...

Foto: Talvez...

Estarei imóvel, mexendo somente meus olhos...
Observando tua própria sombra:
Uma mulher sem espelhos,
Despertando sua alma escondida.

Libertando-se de suas angustias,
Dizendo pelo menos uma vez:
Sim, amo sem medo!
Talvez, é só um advérbio
Das nossas incertezas....

Adilson Shiva

Estarei imóvel, mexendo somente meus olhos...
Observando tua própria sombra:
Uma mulher sem espelhos,
Despertando sua alma escondida.

Libertando-se de suas angustias,
Dizendo pelo menos uma vez:
Sim, amo sem medo!
Talvez, é só um advérbio
Das nossas incertezas....

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Corpo

Se soubesse o que teu corpo pede,
Seguramente te daria...

Sei o que é um rio que transborda,
Inundando a todos,
Mas é menos que teu corpo.

Nas madrugadas, refúgio do meu tempo,
Tramo soluções possíveis
Para tuas verdades mais íntimas...

E tu?
Abres a boca e me engoles...

(©By Adilson S. Silva)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Partir


 Série: poemas perdidos II

Algumas vezes te pensei comigo
E te beijei como se fosse a última...
E mesmo que saibas, digo:
Partir é um verbo duro ...

Mas, mordo a maçã que me ofereces e sigo...
Morro num poema e ressuscito em outros,
Perdidos nessas páginas amarelas do tempo...
Um mundo fora do teu, onde já não me encontras...

(©By Adilson S. Silva)

Travessias...

Ama-me, como um poema noturno.
É que teus olhos desconhecem o meu passado,

Cheio de céus e de oceanos e
De desertos que atravessei...

Só o vento me fez dançar...
Apagando meus passos na areia...
Num giro e uma dança no escuro,
Fiz-me destino oculto nas estrelas.

Diz-me o teu sorriso inocente e puro:
o passado já passou...

(©By Adilson S. Silva)

Sobre o amor - mais ainda

O amor é livre como o vento,
Calmaria ou loucura...
Viaja nas asas de um sonho e,
Adormece em pensamentos...


Às vezes não sabe por onde anda,
Numa viagem longa, sem descanso,
Mas é o nada que o chama...

E no entanto,
não sabe se regressa ou fica.

(©By Adilson S. Silva)

Desenredos...

Não é verdade que a flor não orvalhasse,
Por vezes até chorasse, mas de prazer...
Com poesia nos olhos...

Já ia noite adentro, não que fosse tarde,
Pois o tempo pára quando a rosa se abre
E no silêncio da noite, só silêncios...

Como se dissesse sim e não,
Onde eu, o vento, a misturar teu pólen,
Atordoado, um pouco perdido...

Como se não fosse verdade,
Que a rosa dos ventos acordasse molhada...

(©By Adilson S. Silva)
Foto: Todos os Caminhos 

http://www.youtube.com/watch?v=_I17I6mRgec

Todos os Caminhos, 
Minha raiz, sementes de carvalho,
Sementeira, serpenteia
Todos os caminhos que andei...

Meus sonhos, lugar do pensamento
E desejos, searas loucas em movimento,
Do meu céu tocando a terra...
O amor, os caminhos e eu...

A noite vai sem lua...
Escura, marcas de todas as ausências,
Vidas mortas num retrato ou,
Cicatriz funda da memória.

Lenda perdida, mistério a desvendar...
Deixa-me sonhar, à procura 
Da inútil verdade do nada

Pois,
Todos os caminhos dão no mesmo lugar

(©By Adilson S. Silva)
http://www.youtube.com/watch?v=_I17I6mRgec

Todos os Caminhos,
Minha raiz, sementes de carvalho,
Sementeira, serpenteia
Todos os caminhos que andei...

Meus sonhos, lugar do pensamento
E desejos, searas loucas em movimento,
Do meu céu tocando a terra...
O amor, os caminhos e eu...

A noite vai sem lua...
Escura, marcas de todas as ausências,
Vidas mortas num retrato ou,
Cicatriz funda da memória.

Lenda perdida, mistério a desvendar...
Deixa-me sonhar, à procura
Da inútil verdade do nada

Pois,
Todos os caminhos dão no mesmo lugar

(©By Adilson S. Silva)

Risos e Rostos

Sem mais motivos, escrevo versos...
De repente poema e eu nos fundimos no mesmo ar,
Povoando o mesmo céu, para tocar-te,
Ainda que ignores...


Entre o sono e vigília sonhei-te,
Inventei outras maneiras de supor uma noite inteira
Em que não fosses apenas um corpo entre meus dedos...
Minhas palavras cheias de ar silenciaram-se.

A distância é um perigo para um coração sem lembranças,
Mas, agora é tarde... Para um poema de silêncios,
Onde restam uma promessa desfeita
E uma cama vazia... De risos e rostos...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nascente...

Toco tua vida de frente, nas horas de tuas noites...
E não sou mais que um mar que toca a areia,
Quando tu fechas os olhos e podes senti-lo,
Mas não podes bebê-lo, porque não mata a tua sede...

Um passado insuportavelmente branco e puro,
Não salva uma alma desse abismo
Sem palavras, que é o amor,
Quando a pele é o limite de uma paixão...

Se tua pele tem fome de outros olhos,
Então serei água nascente de outras fontes.
Para que me bebam, enquanto tenham sede.

Então, voltarei a ser mar,
Guardando o sal do meu rosto,
Depois de uma noite de amor!!!

(©By Adilson S. Silva)

Versos soltos...Versos sueltos... Blankverse...

E tu, temerosa ante as sombras.
Evitas caminhar pela luz...
O amor é tão breve... A vida é tão breve!

Não tenho nada para oferecer-te.
Nenhuma verdade, apenas um verso solto,
Que oscila entre o sim e o não...

Que habita um mundo de letras no papel,
Ainda que não saiba o que fazer,
Com tanto mundo... Com tantas letras!

O que vem depois são só contingências:
Um homem,
Uma mulher...

(©By Adilson S. Silva)

Versos sueltos...

Y Tu, temerosa ante de las sombras.
Evitas caminar por la luz...
El amor es tan corto... La vida es tan corta!

Yo no tengo nada que ofrecerte.
Ninguna verdad, sólo un verso suelto,
Que oscila entre el sí y el no...

Que habita el mundo de las letras en el papel
A pesar de que no saber qué hacer,
Con tanto mundo... Con tantas letras!

Lo que sigue después son sólo contingencias:
Un hombre,
Una mujer...

(© Por Adilson S. Silva)


Und Du, ängstlich vor den Schatten,
Vermeidest, durch das Licht zugehen...
Die Liebe ist so kurz... Das Leben ist so kurz!

Ich habe nichts, dich zubieten.
Irgendeine Wahrheit, nur ein Blankvers,
Der ,Dassdarunter das ja und das nicht, oszilliert...

Dass im Papier einegelehrte Welt bewohnt,
Obwohl  nicht weiß, was zumachen,
Mit so viel Welt... Mit so vielen Briefen!

Das, was spatter kommt,sind alleine Eventualitäten:
Ein Mann,
Eine Frau...
(© bei Adilson S. Silva)

Por não saber...

A noite é pequena e um poema
Incapaz de desnudar tua pele...

Sigo nas entrelinhas buscando palavras,

Mas as palavras são tímidas e
Mergulham num vazio...

Então invento palavras...
Porque às vezes,
Não sei o que fazer com tanta luz!

(©By Adilson S. Silva)

Sin saber ...

La noche es pequeña y un poema
Incapaz de desnudar tu piel ...

busco palabras entre las líneas,
Pero las palabras son tímidas y
se sumergen en el vacío ...

Entonces inventó palabras ...
Porque a veces,
No sé qué hacer con tanta luz!

(© Por S. Adilson Silva)

Ne sachant pas ...

La nuit est petite et un poème
Impossible de mettre à nu votre peau ...

je rechercher des mots entre les lignes,
Mais les mots sont timides et
ils s'immergent dans le vide ...

J'ai donc inventer des mots ...
Parce que parfois,
Je ne sais pas quoi faire avec tant de lumière!

(© par Adilson S. Silva)

Noites e Luas...

Desse lugar vejo a lua
Sendo devorada pelas montanhas.

No silêncio da madrugada penso;

Nas tantas luas quisera eu, saíssem de tua boca
Para encher minha noite de luz...

A noite vai alta e o amanhecer amargo.
Então, ignoro que me mandes a lua nova,
Ainda que eu queira me demorar nessa noite...

Sei o que partirá de mim para sempre,
E o que ainda me falta;

Mesmo a lua nova...
Mesmo a lua nova...

(©By Adilson S. Silva)

domingo, 9 de setembro de 2012

Brisa e mar...

Hoje o sol da manhã trouxe uma brisa
E, eu te direi, ainda que saibas,
Pôde ser respirada profundamente,
Como o cheiro da tua pele...


O mar dança e marola e,
Um poema nasce, tendendo ao fracasso,
Pelo grande risco que é amar uma boca ausente...

Mas, a felicidade da brisa, roçando meus pelos,
Falava-me diferente...

Transbordava os teus desejos
E, as ondas deitando-se na areia, a tua voz...

(©By Adilson S. Silva)

Nada mais...

Perco o sono,
Quando teu nome me sobe à cabeça.
A boca da noite me engole,
Desvelando telas de minha impotência.


Então,
Aguardo sonhos para sonhar,
Sabendo que já fui pássaro...

Sei que o mar entrará pelos meus olhos,
Inundando meus pensamentos,
E esse não será meu ultimo naufrágio...

Às vezes a tristeza fecunda as chuvas,
Que caem em gotas ou palavras,
Que dizem amor,
E nada mais...

(©By Adilson S. Silva)

Inferências...

Quisera eu saber da tua paixão
Com meus olhos...
Cansados de povoar teu corpo.

Como os olhos não alcançam tua ausência,
Então escrevo...

Quisera então saber a palavra certa,
Para acercar-me de ti e,
A palavra não dita sussurrada na noite,

Na noite dos teus sonhos,
Em que habito, imperceptivelmente...

(©By Adilson S. Silva)

Segredos...

Caminho por entre sombras
E a cumplicidade da noite.
Sei que mais tarde,
Ao abrir a porta do quarto,

Sua voz estará estendida sobre a cama...

Adentro,
Como origem do teu pecado
E tu,
Mariposa, que tenta escapar da luz,
Nomeia o meu destino outra vez...

Já não há mais tempo,nem palavras,
Nem porquês...
Quando a pele encurta distâncias,
Só os segredos do vento
E duas taças vazias...

(©By Adilson S. Silva)

Uma outra noite...

 (Moon over Clouds)

À espera, desde a primeira de todas as noites,
Escondes por trás de teus suspiros...
Se for o tempo quem esquece,
O que fazer com as sombras?


Há que se inventar outra noite,
Outro céu com as mesmas estrelas
Para tomar teu corpo sobre a cama,
No todo que somos…

E a infinitude dos teus olhos
A mostrar teu olhar...
Teu olhar...

(©By Adilson S. Silva)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Naufrágios...

Amo-te,
Quando inventas uma lua só para mim,
No momento que me sinto uma ilha deserta
E este quarto a imensidão do oceano.


Levanto velas,
Navego então, pelos meus sonhos
Para hospedar-me nos teus;

Navego esse mar revolto,
Que me conduz à tua boca voraz,
Onde naufrago mais uma vez e,
Pouco a pouco as luzes se apagam...

(©By Adilson S. Silva)

Hablando un poco más de amor

Naufragios...

Te amo,
Cuando inventas una luna sólo para mí,
En el momento que me siento una isla desierta
Y esta habitación la inmensidad del océano.

Levanto velas
Navego entonces, por mis sueños
Para hospedarme en los tuyos;

Navego ese mar tormentoso,
Lo que me lleva a tu boca voraz,
Donde naufrago otra vez, y
Poco a poco las luces se apagan...

(© Por S. Adilson Silva)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Daquilo que sei...

Minhas lembranças habitam uma ilha,
Meus sonhos, terra firme.
O que resta de mim cai em letras,
Transformadas em versos, existindo na poesia...


As minhas paisagens são de estranhamento e espanto,
Cheias de mar e de tempo, de sopro de vida e de vento...
E da complexidade que transita entre o doce e o amargo,
Criando o novo, onde nada existia...

Meus devaneios me devolvem ao mundo...
E penso no nada do tempo, recorredo-me às tuas palavras,
Pois o coração não reconhece distâncias,
Se o que nos separa é apenas “água”.

(©By Adilson S. Silva)

Kairós...


Num segundo, escapo pela noite.
Meus andares são sem paradeiro,
Até algum porto que acolha
Meus barcos de papel, ou algum abismo,
Que não suporte ser atravessado...

Velejo por todas as palavras de amor
Que tua voz ainda não me fez ouvir.
É possível perceber por um instante a inteireza
Profunda e subjacente que informa a nossa existência...

Sem atravessar os limites das paredes desse quarto,
Retorno de algum lugar da noite...

(©By Adilson S. Silva)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Uma vez mais...

Descanso a palavra,
Tocando de leve a tua boca,
Num longo e apaixonado beijo...

O ar que sai de tua boca, povoando meu universo,
Toca-me na palavra exata... Então te amo,
Alheio a toda certeza, que o amanhã ainda não trouxe...

A nudez dos versos e o que a lingua sente,
Recuperam uma paisagem, onde me ocupas,
Com o semblante do teu corpo ausente...

Então, te amo;
Uma vez mais...

(©By Adilson S. Silva)

Sonhos e palavras...

As borboletas migram na primavera,
Visitam sonhos e palavras...

Em algum lugar distante estavas.

Num desses lugares de sonhos...
Passado, presente, futuro.

Sim...
Seguramente, vinhas de um desses lugares,
De algum sonho...
Para habitar esse poema...

Em sonhos e palavras...

(©By Adilson S. Silva)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Por onde anda o sol…

(Teus olhos)

Não se pode dizer de outra maneira,
Quando o peito se parte em duas longitudes,
Por onde nasce e se esconde o sol...


É como fechar os olhos e imaginar a cor refletida
Em cada movimento dos teus olhos,
Construindo um mundo, em que habitam
O possível e o impossível...

A palavra amor me deixa sem ar e,
Ao ver-te fechar os olhos,
Imagino o que se mostra por detrás das tuas pálpebras...

Então, espero...
Já nao temo e nem parto,
Apenas amo!

(©By Adilson S. Silva)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Noite em Pasárgada...

O poeta escreve entre silêncios
E a noite guarda sempre uma palavra não dita.
Uma palavra que tu sintas na noite que te espreita...

Que deslize como vinho de uma safra antiga
Ou castanhas mastigadas vagarosamente,
Enquanto a noite adentra...

É noite em Pasárgada...
Céu estrelado de palavras que caem
E se afogam ao nomear teu gozo...

Em versos simples que o poeta escreve,
Tentando desvendar a face oculta da lua,
Que te faz mulher ...

(©By Adilson S. Silva)

Viagens...


Dançando na chuva...

É tão fácil magoar um coração...
Mesmo que a primavera não seja cinza.

É tão difícil entender a saudade

Em cada amanhecer...

Esta noite tive um sonho.
Eu queria que chovesse aquelas chuvas bem fininha.
E, que eu pudesse dançar em silêncio,
Uma dança da chuva, para me trazer você...

Então,
Se você me vir calado
não me pergunte por quê.


(©By Adilson S. Silva)

sábado, 1 de setembro de 2012

Versos y sombras

Foto: Versos y sombras

(Toda inocência será castigada)

Laças o coração
Com a cor dos teus olhos
E os versos já nem sabem
O que fazer da vida...

Teu olhar inocente seduz
E os versos,
Como vento escondido,
Num segundo te rodam a saia...

Como sombras perdidas,
Resgatando uma ilusão,
Por onde andas ou pisas
Vão os versos,
Como sombras, pelo chão...

(©By Adilson S. Silva)