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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bridges...

Foto: Bridges...

A distância que me separa de ti é o que me ata a este mundo...
Por aqui, segue em minha pele a fome de seus olhos,
Que me desnudam e me tornam vulnerável e imperfeito...

Teus sonhos se misturam aos meus num verso
E é como se já não me faltasse nada,como uma ponte,
Onde alguém que só eu sei ,me espera do outro lado.

Lanço-me no teu mundo e me esqueço então,
De todos os sentidos das palavras...

(Adilson Shiva)
A distância que me separa de ti é o que me ata a este mundo...
Por aqui, segue em minha pele a fome de seus olhos,
Que me desnudam e me tornam vulnerável e imperfeito...

Teus sonhos se misturam aos meus num verso
E é como se já não me faltasse nada,como uma ponte,
Onde alguém que só eu sei ,me espera do outro lado.

Lanço-me no teu mundo e me esqueço então,
De todos os sentidos das palavras...

(Adilson Shiva)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Falando de amores...

Foto: Falando de amores...

Que tristes são as horas,
Quando o coração é barco solitário,
Nos inefáveis caminhos dos amores impossíveis...

Tu não conheces todos os esquecimentos,
Segredos dos lábios que habitaste,
Sem saber se te amaram.

Quiseste um corsário para desnudar teus oceanos perdidos,
Mas é impossível isolar os fragmentos de uma noite,
De um coração ancorado, aguardando a partida...

(Adilson Shiva)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Série: poemas perdidos...

Teus olhos não viram meu coração em ruínas...
Nunca se sabe da beleza do nascer da chuva,
A mesma chuva de tantos outros poemas...

Agora sou mais feliz, depois
Do silêncio da chuva nos meus olhos...
Importas com isso?

A vida prossegue, em páginas viradas.
Para trás fica o que o amanhecer não despertou...
Aquilo que morreu sem pronunciar teu nome.

(Adilson Shiva)

sábado, 5 de janeiro de 2013

Naufrágios...


Foto: Naufrágios...

O que pode restar de um naufrágio?
O vento que vem e foge, apagando marcas
Entre a noite e o amanhecer...
O encontro impossível de cada vida:
A ausência que a alma abraça.

Para o esquecido que mais espera, a distância
É o ausente que mais se mostra...
Uma ferida aberta entre o sonho e a vigília
E a nudez deserta como esperança, 
Promessa de estar perto sem se tocar...

(Adilson Shiva)
O que pode restar de um naufrágio?
O vento que vem e foge, apagando marcas
Entre a noite e o amanhecer...
O encontro impossível de cada vida:
A ausência que a alma abraça.

Para o esquecido que mais espera, a distância
É o ausente que mais se mostra...
Uma ferida aberta entre o sonho e a vigília
E a nudez deserta como esperança,
Promessa de estar perto sem se tocar...


Naufragios...

Lo que puede restar de un naufragio?
El viento que viene y huye, borrando marcas
Entre la noche y el amanecer...
El encuentro imposible de cada vida:
La ausencia que el alma abraza.

Para el olvidado que más espera, la distancia
ES el ausente que más se muestra...
Una herida abierta entre el sueño y la vigilia
Y la desnudez desierta como esperanza,
Promesa de estar cerca sin tocarse...

(Adilson Shiva)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Advérbio de modo... e tempo, e tempo...

Foto: Advérbio de modo... e tempo, e tempo...

Vou agora ao meu extremo, 
Que nunca temeu a noite...
Repito a cena:

Desvio meus olhos para tua cama vazia...
Não estava eu tampouco...

“Outra vez”, esse advérbio, um modo no tempo...
Perdurável no instante, sem saber onde por as mãos,

Até passar o calafrio de um beijo, 
Que absurdamente quisera ser parte de tua boca...

(Adilson Shiva)
Vou agora ao meu extremo,
Que nunca temeu a noite...
Repito a cena:

Desvio meus olhos para tua cama vazia...
Não estava eu tampouco...

“Outra vez”, esse advérbio, um modo no tempo...
Perdurável no instante, sem saber onde por as mãos,

Até passar o calafrio de um beijo,
Que absurdamente quisera ser parte de tua boca...

(Adilson Shiva)